Exposição a gasolina pode causar danos neurológicos a frentistas

Exposição a gasolina pode causar danos neurológicos a frentistas
Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) avaliou as células cerebrais de 25 frentistas, em postos de combustível da capital paulista. Através de uma série de testes visuais, os pesquisadores puderam apontar que a exposição aos solventes da gasolina, como benzeno, tolueno e xileno, pode provocar alterações em um grupo de células do cérebro.

Os resultados apontaram que essa exposição pode causar danos maléficos na atividade cerebral, tais 
como diminuição na distinção e identificação de cores e contrastes, e sensibilidade em alguns pontos do campo visual. Os voluntários ainda passaram por exames oftalmológicos, que descartou qualquer dano na estrutura do olho, confirmando ainda mais que se trata de uma alteração a nível cerebral.

Em quatro dos frentistas voluntários, os danos foram tão maléficos, que foi necessário fazer exames mais detalhados para comprovar que os mesmos não eram daltônicos, e sim um resultado em longo prazo dos danos à exposição aos solventes. A partir da pesquisa o alerta fica também para outros trabalhadores que se expõe diariamente a solventes orgânicos, como funcionários da indústria gráfica e de tintas.

O fato do teste ter apontado danos significativos em áreas ligadas à visão, não descarta a possibilidade de haverem mais danos ligados a outras atividades cerebrais. Contudo, a pesquisa precisa ser aprofundada ainda mais, principalmente no campo da medicina do trabalho, para se definir quais os equipamentos de segurança seriam eficazes na proteção dos trabalhadores.

Itnet

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