Pílula do dia seguinte é liberada nos EUA
O governo Obama, como os anteriores, rejeitava a venda indiscriminada da pílula devido ao risco social e à saúde, com o argumento de que a liberação poderia resultar no aumento do número de abortos e deixar as meninas livres para decidirem sobre sua vida sexual sem a assisitência de parentes e de um médico. A medida foi recebida com entusiasmo por grupos de defesa dos direitos das mulheres, mas deve ser criticada por setores conservadores que ao longo dos anos pressionaram o governo a manter a restrição.
Em uma carta enviada ao juiz Edward Korman nesta segunda-feira, o governo Obama informa que a FDA “solicitou ao fabricante da (pílula) Plan B One-Step (PBOS) o envio de um pedido suplementar para a aprovação do medicamento sem qualquer restrição” de venda. “Assim que a FDA receber a solicitação complementar, será aprovada rapidamente”, diz o texto. Segundo analistas, o Departamento de Justiça dos EUA decidiu não entrar mais com apelações no caso porque as sucessivas derrotas poderiam levar o tema para a Suprema Corte, onde o debate sobre a questão aumentaria o risco de prejuízos para a imagem do governo.
Com agência France-Presse

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