Você é viciado em Internet? Leia os sintomas e descubra


De acordo com a Universidade La Salle, a dependência em internet afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo desses 4,3 milhões no Brasil, ou seja, quase 10%. A Associação Americana de Psicólogos já classifica a dependência em internet tão crônica quanto à de substâncias como o álcool e cocaína, e já foi reconhecida como: Transtorno do Vício de Internet.

Claro que essa dependência não é tão devastadora como as drogas químicas acima, mas alguns sintomas são semelhantes: mudança de rotina, falta de cuidado e atenção nas relações familiares e sociais, perda de prazos, produtividade e desempenho no trabalho e estudos e alterações nas rotinas alimentares, haja vista que muitas vezes alguns esquecem de comer por conta da internet, ou come muito rápido e em uma dieta pobre em nutrientes.

Quando então detectar que o problema é grave?

Alguns sinais que o nosso corpo apresenta podem dar indícios de que o psicólogo deve ser procurado. Um artigo publicado na revista PLoS ONE citava: alterações de humor, risco de depressão, sinais de abstinência de necessidades diárias (comer por exemplo), taquicardia, sudorese, secura da boca e tremedeiras.


Do ponto de vista físico, o transtorno pode desenvolver no futuro uma lesão por esforços repetitivos - LER (como uma tendinite no punho), obesidade ou subnutrição (por conta da má alimentação), deformidade da visão e problemas na coluna.

Redes sociais e joguinhos virtuais.

Ainda não há registros no Brasil, mas nos EUA, China e Coreia do Sul já ocorreram casos de jovens que morreram após passarem dias seguidos nos jogos virtuais. Outro fator que influencia esse vício são as redes sociais.


Alguns internautas deixam suas vidas sociais humanas para viverem em uma vida virtual, e começam a apresentarem os comportamentos prejudiciais (ver segundo parágrafo). Nas redes sociais, o sistema de recompensa positiva funciona perfeitamente. Lá o internauta tem o poder de aceitar quem quiser, excluir ou bloquear uma pessoa com apenas um clique, falar com mais liberdade, paquerar sem medo ou timidez, pertencer a grupos com mais facilidade e se tornar popular, mesmo que seja com mentiras virtuais. Sem contar que o ambiente deixa a pessoa se sentindo mais segura.

Os especialistas não indicam o corte da internet por total, ele deve ser apenas dosada de forma que as relações e rotinas não sejam prejudicadas. Afinal, a maior e melhor forma de informação, entretenimento e interatividade é sem dúvida a internet. Por último, fica a dica da psicanalista e neurocientista Nanci Azevedo: "Compreenda que a internet pode aproximar quem está longe, mas distancia quem está perto".

itnet.com

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