Professores da UFPB rejeitam mais uma proposta do Governo e continuam em greve
A greve teve inĆcio no dia 17 de maio e o resultado do debate serĆ” encaminhado ao Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das InstituiƧƵes de Ensino Superior) para compor a anĆ”lise final da entidade a respeito do documento.
De acordo com anĆ”lise do Comando Nacional de Greve, a proposta do governo federal sequer recompƵe as perdas inflacionĆ”rias dos salĆ”rios de grande parte da categoria. Os valores nominais contidos na tabela tomam como base os salĆ”rios de julho de 2010 e projeta, tambĆ©m em valores nominais, o que seria o resultado em 2015, omitindo toda a corrosĆ£o inflacionĆ”ria do perĆodo, superior a 35%, de acordo com os cĆ”lculos do Comando, tomando como referĆŖncia o ICV/Dieese, e uma projeção futura com base na mĆ©dia dos Ćŗltimos 30 meses.
Desta forma, são cinco anos de inflação que foram desconsiderados pelos ministros Miriam Belchior e Aloizio Mercadante ao noticiar em entrevista coletiva, na sexta (13), que os docentes teriam até 45,1 % de reajuste.
Além disso, o reajuste inclui os 4% do acordo assinado em agosto de 2011, que só foi cumprido, após forte pressão do movimento, em maio de 2012, retroativo a março deste ano.
Para algumas classes, justamente onde estÔ concentrado um grande número de docentes, hÔ redução de até 8% do valor real da remuneração, como é o caso do professor mestre adjunto 4/DIV4 e do professor doutor associado 1/DV1, ambos em regime de dedicação exclusiva (DE). A proposta apresenta apenas pequeno ganho real para a classe de professor titular, topo da carreira, que hoje representa menos de 10% da categoria.
Portal Correio

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