Assembléia da PB acata veto de governo e projeto de escola em tempo integral é arquivado
A Assembleia Legislativa, que havia aprovado por unanimidade, projeto de lei de autoria do deputado estadual Frei Anastácio (PT), que dispõe sobre a implantação de escola em tempo integral na Paraíba, nesta quarta (15), voltou atrás e aprovou veto do governo do estado e o projeto foi arquivado.
"Lamento o que aconteceu por que essa é uma das principais propostas
apontadas por especialistas, em todo Brasil, para barrar os níveis de violência
que atingem os jovens e elevar a qualidade da educação", disse o deputado.
O parlamentar lamenta que num estado onde o IDEB - Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica - caiu muito nos últimos dois anos, um projeto de escola
integral tenha sido vetado pelo governo e tal veto foi aceito pela maioria dos
deputados. "É justamente por causa de decisões como esta que nossa educação está
caindo de qualidade a cada ano", frisou.
Segundo Frei Anastácio, "o Estado de São Paulo é umexemplo nesse sentido,
pois tanto a prefeitura municipal quanto o governo do estado têm adotado os
fundamentos dessa concepção nas unidades de ensino que são de suas
responsabilidades, com resultados animadores", destacou.
Essa reflexão é oportuna, segundo o deputado, na medida em que vários estados
da federação avançam no sentido de adotar programas de educação em tempo
integral para jovens. "Mas aqui na Paraíba esse assunto parou e temos um governo
que, em vez de pensar na melhoria da educação, fechou mais de 200 escolas no
estado", lamentou.
Educação integral protege contra violência
Frei Anastácio afirma que a criança e o jovem com seu tempo ocupado na
escola, com certeza, vão fugir da violência, das drogas e terão mais chance de
um aprendizado melhor. "Esse debate está posto em todo país. Dessa forma,
apresentei esse projeto de lei que propõe a implantação de escola em tempo
integral na Paraíba", explicou.
Para o petista, seria um passo gigante no um estado que só alcança a mídia
nacional através da violência e dos escândalos. "Apresentei o projeto e espero
que os meus pares o analisem com muita atenção. Espero que seja aprovado e
depois sancionado pelo governo do estado", disse.
Assessoria

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